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COMUNICAÇÃO

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TER OU NÃO TER UM BLOG?

25 de janeiro de 2019

Durante anos ensaiei para ter um blog. Já pensei em todos os assuntos possíveis que eu gostaria de abordar e que me fariam, de certa forma, especialista naquilo. Todo mundo tem assuntos que gosta de ler, pesquisar, falar… Ainda que não tenha relação nenhuma com o que faz ou trabalha.

Comecei com um blog de fotografia, inspirada nos fotógrafos que eu amava (Érika Verginelli, Larissa Margulies, Renata Marques, The Kreulichs, Jasmine Star, Marina Lomar, Tudo Vira Foto – que inclusive fotografou o meu casamento). Depois criei um blog de viagens e decoração “Viaje e Decore”, tive também um sobre cabelo cacheado “Cacheada Todo Dia”, e um sobre desenvolvimento pessoal (antes deste aqui) que chamei de “Medo de Salto Alto”, inspirado no livro sobre criatividade Grande Magia, da Elizabeth Gilbert.

Gastei horas e mais horas pensando no nome, criando uma conta de email, buscando por layouts legais e gratuitos, rascunhando os conteúdos editoriais, tirando foto para posts, criando uma programação mensal para depois de algum tempo desistir.

“Será que esse é o meu assunto mesmo? Será que consigo contribuir nessa área, mesmo não sendo a minha?” entre outros pensamentos que tomavam conta e me convenciam de que mais um blog no mundo não faria a menor diferença. Era como se eu não conseguisse enxergar todas possibilidades que o blog traria pra mim.

Vou te falar, é difícil começar. Temos essa dificuldade de ser e compartilhar as coisas simplesmente. Continuamos achando que para tudo precisa de produção ou de muito estudo e experiência (me incluo nessa). Também somos muito bons em comparar, em encontrar o ideal e acreditar que nossos primeiros passos precisam ser tão profissionais quanto da pessoa A e B.

Antes de pensar em abrir um, você sabe por que quer abrir um? Para quê serve um blog?

PARA QUÊ SERVE UM BLOG?

Deixa eu te contar uma breve história! Lá em 1997, um cara chamado Jorn Barger desenvolveu um sistema pra compartilhar todas as coisas legais e interessantes da internet (pensa, naquela época). Ele deu o nome de weblog para esse sistema. Mais tarde, um outro jovem chamado Peter Merholz dividiu esse termo em wee-blog até mais tarde ser encurtada para “blog” somente.

Esse tipo de sistema virou febre (1999) e com o tempo várias pessoas começaram a construir o seu para falar sobre diversos assuntos, mas a maioria deles funcionava como um diário pessoal. A ideia deu tão certo que hoje ele é usado por empresas como estratégia de comunicação de marketing (de comunicação para tornar “palpável” o seu universo através de fotos, textos, vídeos, gráficos, desenhos… E marketing porque ele é porta de entrada para o site de diversos e-commerce o pode ser estratégico para as vendas – quem faz isso muito bem é a Farm com o blog Adoro).

Então seja para fazer parte da estratégia de uma marca (pode ser que você tenha uma) ou simplesmente para compartilhar sobre seus assuntos, ainda acredito que o blog seja uma ferramenta atemporal e ótima para comunicarmos quem somos, o que fazemos, nossas ideias e visão de mundo.

Hoje usamos muuuito o Facebook e Instagram pra isso, mas nenhuma dessas duas podem ser tão personalizadas quanto um blog. Também acredito que ele não seja para qualquer um… É para quem está disposto a dedicar um tempo para a criar conteúdo e contar histórias.

O EXERCÍCIO DE ESCREVER

Nunca me achei boa em redação. Parece que sempre precisei de mais tempo do que as outras pessoas para organizar minhas ideias e colocá-las no papel. “Escreva sobre isso…” de repente aquele branco – me imagine paralisada – sem saber por onde começar.

Mas adivinha, nossa escrita só se desenvolve quando escrevemos. Nossa linha de pensamento vai ficando cada vez mais afinada quando fazemos o exercício de criar algo. Escrever é assim!

Existem pessoas que escrevem para si mesmas como uma forma de organizar os próprios pensamentos. Outras fazem isso também para organizar as ideias, mas muito mais para que outros possam se inspirar e ter insights através dos seus conteúdos e experiências (meu caso). Continue Reading

CAMINHOS COMUNICAÇÃO

Qual é o seu capital criativo?

12 de abril de 2018

Acho que vida simples e criativa tem tudo a ver com buscar conhecer as possibilidades das nossas habilidades. Aprender a conectar as nossas inteligências ao longo do caminho. E hoje vou te contar um pouquinho da minha pequena trajetória.

Em 2008, lembro de ter colocado uma pressão muito grande sobre mim, por não saber ao certo como eu iria conseguir um emprego na minha futura área: publicidade. Já que eu não era designer e naquela época conhecia muito pouco das possibilidades desse universo criativo, lembro de não saber direito por onde começar. Sempre gostei de saber quais seriam os meus próximos passos. Ainda que nada nele fosse se concretizar, precisava ter um plano, um mapa, um guia. Na época que entrei na faculdade existiam basicamente duas funções nas agências de Foz: designer e atendimento.

Escolhi o curso por causa da fotografia (como MUITOS que entraram junto comigo) e agarrei essa habilidade com forças por ser criativa e a única, até então, que eu conhecia com mais profundidade e me dava bem. Achei que faria aquilo pro resto da vida. E coincidentemente ou não, depois de fazer um trabalho de foto publicitária para uma agência, aproveitei a deixa e perguntei se não tinha uma vaguinha para estágio sobrando: e tinha! Comecei o estágio fazendo de tudo um pouco e aquele também era um momento legal porque estava nascendo os profissionais de mídias sociais, a função caiu no meu colo e não posso negar que toda essa mistura de atividades me deu base pra tudo o que sei hoje.

Nada desses passos foram muito pensados, as coisas foram acontecendo conforme a demanda. Acredito que foi assim pra muita gente. E no decorrer dessa trajetória de agência trabalhei como tráfego / gerente de contas e agora como produtora de conteúdo.

Minha intenção aqui não é conversar com você como especialista (rs) e sim te mostrar como nossas habilidades somam e muito na construção de quem somos.

Na verdade acho que só somos o que somos porque temos esse mix de gostos, habilidades e interesses. E como numa equação, ainda que muitas pessoas tenha um mix parecido com o seu só o fato de uma coisinha ser diferente, já altera completamente o resultado da conta.

UNIVERSO

Blog – Escrita – Livros – Fotografia – Moda – Desenvolvimento Pessoal
Planejamento – Organização – Costura – Idiomas

Por muito tempo achei que eu tivesse de escolher entre esses assuntos para que a minha vida fizesse sentido. Se fosse a fotografia, não existiria outro caminho a não ser, ser fotógrafa, se fosse moda eu teria que largar tudo pra cursar outra faculdade, e assim com qualquer coisa porque quanto mais específico fosse, melhor. Mais perto do meu propósito eu estaria. E aí foi uma frustração atrás da outra, porque eu não conseguia pensar em uma coisa só… Eu gostava de todos aqueles assuntos ali.

(se quiser fazer uma pausa para assistir esse vídeo, recomendo!)

Ainda bem que não é assim que as coisas funcionam.

“Não limite o seu talento, apenas use, use, use. Sempre. Em toda ocasião possível. Coloque-o pra fora, bote no sol pra desamassar e tirar o cheiro de guardado. Mesmo nas horas em que ele parece não fazer sentido, como se estivesse fora do contexto. Quanto mais você usa, mais ele cresce, se adapta e mais você se reconhece. E é seu dever, e de mais ninguém, protegê-lo com toda a sua energia. Muitas vezes até de si mesmo, mas sem colocá-lo numa redoma de vidro, porque quanto mais você compartilha, mais ele brilha.

Lembre-se: você deve isso a si mesmo e ao mundo! Você é uma fórmula única, sem opção de clonagem, manipulada com todo o primor pra ser exatamente assim. Não fazer uso de si mesmo e do seu talento significa desperdiçar anos e anos de sabedoria da natureza

Esse é um trecho maravilhoso do livro “Criativo e Empreendedor, Sim Senhor!” da Rafa Cappai, que descreve com muita sabedoria como lidar com os nossos talentos e inteligências. E você viu ali o que ela disse? Somos uma fórmula única! Parafraseando quem inventou a frase “música para os meus ouvidos” isso soou como poesia para os olhos, hein?!

Hoje junto um pouco de cada assunto que gosto para criar. Como produtora de conteúdo, trabalho com a produção de textos para blogs, sites, redes sociais, etc e também para materiais audiovisuais. Uso meus livros sobre criatividade, fotografia, planejamento, organização… E, dependendo do conteúdo, consigo usar a moda também. Encaixo o assunto “desenvolvimento pessoal” nos momentos em que preciso entender mais sobre as pessoas, suas expectativas, gostos, formas de agir, seus comportamentos antes de escrever.

Esse meu conjunto de assuntos não é pré-requisito para ser um bom produtor de conteúdo. Mas ele faz com que eu tenha uma percepção única sobre as coisas. Consegue entender? E isso faz de mim e de você pessoas únicas no nosso trabalho.

Qual é o seu capital humano e criativo?

Faça esse exercício de listar suas aptidões 🙂  O capital humano e criativo são os nossos bens mais preciosos.

AS DESCOBERTAS AINDA NÃO ACABARAM

Como nada na vida é definitivo, muitas coisas ainda podem mudar pelo caminho. Nossos gostos, nossas opiniões… Podemos adquirir novos hábitos ou deixar alguns para trás. E essas mudanças, ainda que pequenas, tem o poder de alterar toda uma trajetória.

Tem um livro sobre gostos com uma frase bem interessante que diz “os gostos mudam, muitas vezes no desenrolar de um único experimento”. É como pedir um prato novo no restaurante, algo que nunca havíamos provado antes. Pode ser estranho no começo, mas de repente simplesmente nos apaixonados e parece que um novo mundo se abre.

Pensar demais sobre como encaixar todos os nossos talentos como num quebra-cabeças, pode ser perder tempo demais. E “não fazer nada é uma boa maneira de não mudar nada”. Vamos continuar nos movimentando… A vida se encarrega de juntar todas as peças.

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Momento jabá 🙂