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APRENDIZADOS

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Janeiro | Um ano em um mês

2 de fevereiro de 2020

Janeiro foi gigante por aí também? Difícil até imaginar que foi nesse mês que desejamos “feliz ano novo”. Mas o lado bom disso é que também foi um período em que muita coisa aconteceu… Consegue fazer esse exercício e lembrar de tudo o que aconteceu por ai?

Parei um pouquinho aqui pra isso e achei que seria legal compartilhar pelo menos 1 coisa legal que aconteceu durante cada semana. 

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Minhas leituras de 2019

31 de dezembro de 2019

Não sei você, mas já tentei ter uma meta de livros para ler durante o ano. Não consegui. Me senti meio pressionada e quando via, já tinha abandonado o barco. Desde então, leio no meu tempo, sempre pressão 🙂 porque é mais gostoso assim! 

2019 acabou geente, e durante esse ano foram 6 livros lidos e alguns ainda em processo (porque sou dessas que começo vários ao mesmo tempo), mas que só serão realmente concluídos ano que vem.

Aqui vai minha humilde lista! 

Aprendizados – Gisele Bundchen

Foi com esse livro gostosinho que escolhi terminar 2018 e começar 2019. Um livro de experiências e lições de alguém que aprendi a admirar. Vi uma mulher super trabalhadora, que escolheu aprender muito com todas as oportunidades que lhe foram dadas durante toda a sua carreira e que luta pelos seus valores.

A linguagem é fácil e pode ser mesmo uma boa pedida para o começo de um novo ciclo. Fiz um post aqui no blog mesmo, só sobre ele. Para ler é só clicar aqui

Ganhar, Gastar, Investir – Denise Damiani

Esse foi para abrir os meus olhos. Foi também um grande incentivador para que eu pudesse fazer algo que queria a bastante tempo… Minha verdadeira meta de 2019, que é começar a investir. 

A Denise Damiani pega na nossa mão e nos conduz por um caminho de valorização pessoal, que tem tudo a ver com a forma como tratamos a nossa vida, nossa história e principalmente o nosso dinheiro. 

Inclusive, fiz um post sobre ele aqui no blog também, ressaltando as partes que mais gostei e compartilhando alguns trechos que falam sobre o que nos impede de ganhar mais. Dá uma olhadinha aqui.

A Sociedade do Cansaço – Byung-Chul Han

Essa leitura foi eleita a mais difícil do ano (por mim). O menor dos livros, o mais profundo e técnico também. A Sociedade do Cansaço foi uma indicação de algum texto da internet ou podcast que ouvir, não me lembro exatamente, mas lembro de ficar fascinada pelo assunto. Não deu outra, a crítica que o Byung faz sobre esse excesso de positividade em que vivemos hoje veio em momento bem oportuno pra mim. Ele explora bastante as consequências disso como o burnout,  a autoexploração (camuflada de “realização”), ele fala ainda sobre a nossa incapacidade de dizer não… Essa relação estranha que desenvolvemos com o nosso trabalho que consome os nossos dias, o nosso precioso tempo. 

A gente fica meio pirado e reflexivo depois de ler tudo isso? Muito, mas acho importante e necessário. 

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Quando foi a última vez que você fez algo simplesmente para ser feliz?

7 de novembro de 2019

Eu tinha decidido que faria um curso esse ano… Uma pós ou uma nova graduação que pudesse me ajudar com uma especialização. Pesquisei bastante e cheguei a um curso que realmente parecia interessante. Esperei por quase 5 meses, mas a turma não abriu. Agora no segundo semestre encontrei um novo curso, desta vez online e uma graduação. Assim que o anúncio apareceu, logo me inscrevi. No dia seguinte busquei o chat para tirar algumas dúvidas e o curso estava com as vagas encerradas. Previsão de novas turmas? 2020. 

Talvez não pelo curso em si, mas sentia muita falta de algo que me tirasse do roteiro trabalho-casa-trabalho. E que também me pudesse me estimular ainda mais criativamente 🙂 

Então, perto do meu aniversário, me lembrei de um curso que uma amiga muito querida fez e me encheu os olhos: cerâmica. E, vai, é pra isso que aniversários servem, não é? Esse foi o meu presente, e que presente. Conhecer a Maria, professora e ceramista, foi um presente. 

Cada aula tem duração de 3 horas. Me arrumei e fui para o meu primeiro sábado. Eu e o Hugo havíamos combinado de almoçar juntos logo depois. 

A aula começou. Abri meu pacote de argila e observando os movimentos que a Maria fazia com as mãos fui entendendo como preparar a argila, tirar bolhas de ar e deixá-la pronta para a peça. 

Naquele dia a Maria me falou sobre o que faríamos, um pote/bowl para chá, peça muito usada na cultura oriental e que geralmente tem suas bordas irregulares, que lembram o desenho do horizonte. 

Pois bem… Preparamos a argila e começamos a abrir uma tigelinha… Fui entendendo os movimentos, treinando a sensibilidade, dando forma à peça e quando vi eram quase 14h da tarde! O tempo voou!  Quase perdi o almoço, rs! Mas saindo daqui não conseguia pensar em outra coisa a não ser quão incrível foi ter feito algo com as minhas próprias mãos. 

Aquele foi só o primeiro processo da peça. Até ela de fato ficar pronta para uso leva um certo tempo. O que fiz ali naquelas 4 horas foi algo tão tão tão singelo, mas tão bonito que não consegui me importar com as irregularidades das peças. 

E aí você me pergunta porque cerâmica? Pra ser feliz 🙂 no final das contas começar um curso completamente diferente, que vai na contramão do ritmo agitado que estamos tão acostumados no dia a dia, foi como me dar uma abraço. Um presente pra mim mesma! A lista de cursos para nos deixar atualizados com as novidades da nossa profissão não tem fim, isso eu te garanto. Mas e aquelas coisas que você gostaria de aprender por puro prazer? Tem uma listinha também?

Por isso termino esse registro perguntando: quando foi a última vez que você conseguiu escolher fazer algo simplesmente para ser feliz?

 

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APRENDIZADO COM GISELE BUNDCHEN

4 de janeiro de 2019

 

Ilustração Julia Packan

Terminei 2018 e comecei 2019 com o livro da Gisele Bundchen. Uma surpresa bem feliz porque não esperava ler uma carta tão aberta e sincera sobre ela.

São 238 páginas sobre determinação, resiliência, valores pessoais, empatia, família, força, vulnerabilidade, persistência, independência, consciência, humildade e busca… Muita busca (onde mais me identifiquei).

Sou o tipo de pessoa que ama conhecer a história de vida de outras pessoas. Gosto de entender melhor de onde elas vieram, que dificuldades e lutas enfrentaram pra que chegassem onde estão hoje.

É um bom tempo para ouvir, imaginar todas as cenas daquela história e também de se conectar um pouquinho com quem estamos tentando conhecer mais a fundo. Depois que conhecemos a história do outro a conversa parece que ganha outro tom. Ficamos mais empáticos, mais ligados com o outro.  

Acho que esse é o barato de uma biografia, a leitura flui porque estamos ali “ouvindo” a personagem, interessados nas suas experiências.

Voltando para o livro (rs!), a história da Gisele, aquela que não aparece nos sites, nas revistas, tem uma mistura de “sorte” com oportunidades bem aproveitadas e uma dose bem farta de disciplina. Em todo o livro isso é muito claro. Ela descreve todos os passos da sua vida e carreira desde que fez um curso de modelo, aos 14 anos, até os dias de hoje. Mas o que eu mais gostei foram dos relatos sinceros e de “gente como a gente” que são compartilhados no decorrer da narrativa, como as dificuldades que enfrentou com a própria aparência, a rotina de continuar trabalhando e cuidar de 2 filhos, de ter trabalhado por anos numa indústria que só se preocupa com a perfeição estética, entre outros relatos que descostura aquela imagem de super modelo perfeita que a gente criou.

“O que as pessoas dizem não tem quase nada a ver com você, e quase tudo a ver com elas”

Mesmo sendo uma mulher com muitos privilégios (como ter o auxílio de várias pessoas com todos os seus compromisso e condições financeiras que permitam uma vida mais flexível e próspera), ela trabalhou muito para ter a vida que tem hoje.

Uma das minhas partes preferidas é quando ela diz que muitas pessoas até poderiam enxergá-la como cabide, mas que em todo tempo ela estava atenta para aprender mais sobre o universo da sua profissão. Com o tempo foi entendendo qual era a luz que mais favorecia suas fotos, as melhores poses e expressões, a maquiagem, o enquadramento, o cabelo, a montagem das peças… Não só isso, como aproveitou todo esse aprendizado para ajudar profissionais que tinham menos experiência durante a sua jornada.

“A melhor forma de aprender a fazer alguma coisa é fazendo. Dia após dia, meu trabalho me deu a oportunidade de estar cercada por equipes de pessoas incrivelmente criativas. Tive ótimos professores. E me propus a absorver e a analisar toda e qualquer coisa ao meu alcance”

Além desses assuntos todos que ela compartilha no livro, três outras coisas que também acho importantes se atentar no dia a dia (mesmo com a correria da vida):

– Prestar atenção quais são as áreas da nossa vida que mais precisam de atenção (não ser negligente com a gente mesmo);
– Se atentar aos sinais que o nosso corpo dá;
– Reconhecer os nossos sentimentos, entender porque estamos sentindo aquilo e praticar a autocompaixão.

Resumindo? Virei fã! 🙂

Isso aqui tá longe de ser uma resenha, viu? É só uma dica de leitura mesmo pra você que quer começar 2019 com um livro mais leve! Se você gostou desse pouquinho inho que compartilhei  aqui, certamente vai curtir ele todo!

Até o próximo post!