Browsing Category

APRENDIZADOS

APRENDIZADOS

Quando foi a última vez que você fez algo simplesmente para ser feliz?

7 de novembro de 2019

Eu tinha decidido que faria um curso esse ano… Uma pós ou uma nova graduação que pudesse me ajudar com uma especialização. Pesquisei bastante e cheguei a um curso que realmente parecia interessante. Esperei por quase 5 meses, mas a turma não abriu. Agora no segundo semestre encontrei um novo curso, desta vez online e uma graduação. Assim que o anúncio apareceu, logo me inscrevi. No dia seguinte busquei o chat para tirar algumas dúvidas e o curso estava com as vagas encerradas. Previsão de novas turmas? 2020. 

Talvez não pelo curso em si, mas sentia muita falta de algo que me tirasse do roteiro trabalho-casa-trabalho. E que também me pudesse me estimular ainda mais criativamente 🙂 

Então, perto do meu aniversário, me lembrei de um curso que uma amiga muito querida fez e me encheu os olhos: cerâmica. E, vai, é pra isso que aniversários servem, não é? Esse foi o meu presente, e que presente. Conhecer a Maria, professora e ceramista, foi um presente. 

Cada aula tem duração de 3 horas. Me arrumei e fui para o meu primeiro sábado. Eu e o Hugo havíamos combinado de almoçar juntos logo depois. 

A aula começou. Abri meu pacote de argila e observando os movimentos que a Maria fazia com as mãos fui entendendo como preparar a argila, tirar bolhas de ar e deixá-la pronta para a peça. 

Naquele dia a Maria me falou sobre o que faríamos, um pote/bowl para chá, peça muito usada na cultura oriental e que geralmente tem suas bordas irregulares, que lembram o desenho do horizonte. 

Pois bem… Preparamos a argila e começamos a abrir uma tigelinha… Fui entendendo os movimentos, treinando a sensibilidade, dando forma à peça e quando vi eram quase 14h da tarde! O tempo voou!  Quase perdi o almoço, rs! Mas saindo daqui não conseguia pensar em outra coisa a não ser quão incrível foi ter feito algo com as minhas próprias mãos. 

Aquele foi só o primeiro processo da peça. Até ela de fato ficar pronta para uso leva um certo tempo. O que fiz ali naquelas 4 horas foi algo tão tão tão singelo, mas tão bonito que não consegui me importar com as irregularidades das peças. 

E aí você me pergunta porque cerâmica? Pra ser feliz 🙂 no final das contas começar um curso completamente diferente, que vai na contramão do ritmo agitado que estamos tão acostumados no dia a dia, foi como me dar uma abraço. Um presente pra mim mesma! A lista de cursos para nos deixar atualizados com as novidades da nossa profissão não tem fim, isso eu te garanto. Mas e aquelas coisas que você gostaria de aprender por puro prazer? Tem uma listinha também?

Por isso termino esse registro perguntando: quando foi a última vez que você conseguiu escolher fazer algo simplesmente para ser feliz?

 

APRENDIZADOS

APRENDIZADO COM GISELE BUNDCHEN

4 de janeiro de 2019

 

Ilustração Julia Packan

Terminei 2018 e comecei 2019 com o livro da Gisele Bundchen. Uma surpresa bem feliz porque não esperava ler uma carta tão aberta e sincera sobre ela.

São 238 páginas sobre determinação, resiliência, valores pessoais, empatia, família, força, vulnerabilidade, persistência, independência, consciência, humildade e busca… Muita busca (onde mais me identifiquei).

Sou o tipo de pessoa que ama conhecer a história de vida de outras pessoas. Gosto de entender melhor de onde elas vieram, que dificuldades e lutas enfrentaram pra que chegassem onde estão hoje.

É um bom tempo para ouvir, imaginar todas as cenas daquela história e também de se conectar um pouquinho com quem estamos tentando conhecer mais a fundo. Depois que conhecemos a história do outro a conversa parece que ganha outro tom. Ficamos mais empáticos, mais ligados com o outro.  

Acho que esse é o barato de uma biografia, a leitura flui porque estamos ali “ouvindo” a personagem, interessados nas suas experiências.

Voltando para o livro (rs!), a história da Gisele, aquela que não aparece nos sites, nas revistas, tem uma mistura de “sorte” com oportunidades bem aproveitadas e uma dose bem farta de disciplina. Em todo o livro isso é muito claro. Ela descreve todos os passos da sua vida e carreira desde que fez um curso de modelo, aos 14 anos, até os dias de hoje. Mas o que eu mais gostei foram dos relatos sinceros e de “gente como a gente” que são compartilhados no decorrer da narrativa, como as dificuldades que enfrentou com a própria aparência, a rotina de continuar trabalhando e cuidar de 2 filhos, de ter trabalhado por anos numa indústria que só se preocupa com a perfeição estética, entre outros relatos que descostura aquela imagem de super modelo perfeita que a gente criou.

“O que as pessoas dizem não tem quase nada a ver com você, e quase tudo a ver com elas”

Mesmo sendo uma mulher com muitos privilégios (como ter o auxílio de várias pessoas com todos os seus compromisso e condições financeiras que permitam uma vida mais flexível e próspera), ela trabalhou muito para ter a vida que tem hoje.

Uma das minhas partes preferidas é quando ela diz que muitas pessoas até poderiam enxergá-la como cabide, mas que em todo tempo ela estava atenta para aprender mais sobre o universo da sua profissão. Com o tempo foi entendendo qual era a luz que mais favorecia suas fotos, as melhores poses e expressões, a maquiagem, o enquadramento, o cabelo, a montagem das peças… Não só isso, como aproveitou todo esse aprendizado para ajudar profissionais que tinham menos experiência durante a sua jornada.

“A melhor forma de aprender a fazer alguma coisa é fazendo. Dia após dia, meu trabalho me deu a oportunidade de estar cercada por equipes de pessoas incrivelmente criativas. Tive ótimos professores. E me propus a absorver e a analisar toda e qualquer coisa ao meu alcance”

Além desses assuntos todos que ela compartilha no livro, três outras coisas que também acho importantes se atentar no dia a dia (mesmo com a correria da vida):

– Prestar atenção quais são as áreas da nossa vida que mais precisam de atenção (não ser negligente com a gente mesmo);
– Se atentar aos sinais que o nosso corpo dá;
– Reconhecer os nossos sentimentos, entender porque estamos sentindo aquilo e praticar a autocompaixão.

Resumindo? Virei fã! 🙂

Isso aqui tá longe de ser uma resenha, viu? É só uma dica de leitura mesmo pra você que quer começar 2019 com um livro mais leve! Se você gostou desse pouquinho inho que compartilhei  aqui, certamente vai curtir ele todo!

Até o próximo post!

 

APRENDIZADOS

Feliz 2019!

1 de janeiro de 2019

Eu não sei como foi o seu 2018, mas de uma coisa tenho certeza: muita coisa aconteceu! Coisas que você gostaria que tivessem acontecido, outras que quando aconteceram desejei muito que fosse só um sonho ruim. E 2019 também vai ter muito misto de sentimentos… Na verdade, pensando assim, bem friamente, é apenas a passagem de uma data. O calendário não vai fazer nada de diferente por mim ou por você.

Meu 2018 foi um ano onde vivi várias experiências diferentes. Novas pessoas entraram na minha vida. Algumas saíram e eu não mantive contato, outras saíram mas consegui manter contato e preservar a amizade com muito carinho pelo Whatsapp, Facebook, Instagram, ligação, áudios, encontros. Não conquistei todos os lugares que acreditei que conquistaria (por diversos motivos), mas também ganhei presentes que não esperava ganhar! Balanço: um ano difícil, inesperado, cheio de boas surpresas.

Na internet comecei meu ano publicando bastante nas redes sociais: Facebook, Instagram e até agosto estive presente aqui no blog. Depois, parece que fui perdendo a vontade de compartilhar, de falar além do necessário (e olha que já não falo muito)… Parece que tudo o que eu tinha pra dizer não faria a vida de ninguém melhor, não contribuiria de nenhuma forma.

Já tinha tanta gente falando, tantas autoridades na internet, milhares de publicações, de stories, de opiniões, que ficar quietinha parecia ser o mais certo a fazer. Até hoje, na verdade, quando compartilho alguma foto fico minutos e minutos pensando numa legenda, e isso não parece certo… Meu tempo estava sendo investido da forma errada e desde que senti isso tomei algumas decisões pra mudar. Comecei a estudar mais (pra mim mesma), a ler mais, a passar mais tempo com a família e tudo isso fez e tem feito com que me sinta muito mais à vontade e livre novamente 🙂

Meu 2018 também foi uma mistura de olhares… Olhei bastante pra dentro através da terapia, olhei bastante pra fora observando pessoas e situações. E olhei para os céus buscando ajuda de Deus, buscando conhecer mais sobre Àquele que me criou 🙏

Por muito tempo eu deixei que a vida acontecesse, sem prestar muita atenção nos dias, nas semanas que se passavam. Levei isso tão a sério que me lembro de poucas coisas da época em que estava finalizando o ensino médio e entrando na faculdade. Ainda bem que caí em si e hoje, mesmo quando passo por momentos difíceis, guardo esses momentos para serem lembrados depois… Afinal de contas eles também fazem parte da minha história.

Você consegue lembrar um pouquinho de como foi o seu 2018? De como se sentiu no decorrer do ano? Pra onde você mais olhou? Você esteve mais presente na internet ou na “vida real”? 

Meu desejo pra você é um 2019 tranquilo e de muita paz! Menos metas inalcançáveis e mais autocompaixão.

Vamos juntas fazer um ano muito mais legal e gostoso de se viver?

Feliz ano novo! Com carinho, Thallen!

APRENDIZADOS

TENHA UM CADERNO DE APRENDIZADOS

20 de agosto de 2018

Não sei você, mas eu sempre fui a moça dos caderninhos, agendinha, bloco de anotações, pastas com arquivos em word, pastas divididas em assuntos no Google Docs.
Já tive agenda por assunto (coisas pessoas e coisas do trabalho) e também uma agenda para tudo pessoal + trabalho (o que não deu certo). Um caderninho pro inglês que da metade para o final ganhou anotações de um workshop sobre vendas. Caderninho de idiomas. Caderno só de ideias e por aí vai.

No final do ano passado, no natal, eu e o Hugo ganhamos cadernos sem pauta do meu cunhado, o João. Ele também é um super criativo e sabia que não seria um daqueles presentes pouco aproveitado, muito pelo contrário, foi um dos que mais amei ganhar no natal e estava doida pra usar.

Desde então, ele tem sido o meu caderno de aprendizados e o uso pra tudo. Anotar coisas interessantes que ouvi em algum podcast, frases de livros que estou lendo, ideias que tenho, planos, pensamentos… Também o uso muito em cursos e pra registrar coisas que não quero esquecer, como um diário… Mil e uma utilidades.

No começo eu queria deixar ele todo organizado, dividir por assuntos, datar tudo e usar ele somente em ocasiões especiais. Mas, lógico, percebi que isso era loucura e estava me limitando demais.

Conhece aquele livro Roube Como Um Artista? Existe uma versão diário dele, um cadernos de exercícios para estimular a criatividade. No comecinho, antes dos exercícios, ele fala sobre a atividade de coletar ideias como matéria-prima de todo artista.

“Algumas das melhores mentes do planeta usaram cadernos para coletar ideias: Charles Darwin, Pablo Picasso, Virginia Woolf, Ludwing van Bethoven, Marie Curie, Thomas Edison, Leonardo da Vinci, Frida Kahlo… a lista não acaba”

E ainda termina esta página dizendo “Siga o exemplo deles, e faça deste caderno de anotações parte da sua vida cotidiana”.

Se eles coletavam e anotavam ideias e registram os seus dias, por que não fazemos o mesmo?
E aqui eu te pergunto, você tem um caderno para coletar as suas? Não tenha em mente essa ideia de agenda “ah, mas já estamos em agosto, não dá mais tempo”, porque agenda e caderno de ideias são duas coisas bem diferentes. Agendas são compromissos, atividades com data pra começar e terminar, coisas que precisam ser resolvidas logo. 

Caderno de ideias é pra você e só pra você! Seu espaço, suas regras, seus conteúdos, seus pensamentos… Sem obrigação de usar ele por um ano inteiro (o meu, já estou vendo aqui, vai durar bastante tempo… Até metade do ano que vem pelo menos). 

O que me ajudou muito nesse novo hábito foi aquele desafio que fiz de anotar aprendizados durante um mês (teve planilha e tudo). Aquilo me mostrou a quantidade de coisas que passam por mim, e me tirou daquela sensação de não estar aprendendo nada ou de dias vazios. Era fácil olhar para os dias e semanas que haviam se passado e perceber novas palavras, conceitos, ideias, histórias. 

E pra começar a semana fora da zona de conforte, te lanço um desafio: anotar tudo o que acontecer no seu dia. Desde vídeos que assistiu, conversas interessantes que teve, ideias que surgiram… Vai adicionando no papel durante o dia ou no final mesmo, recapitulando todos os acontecimentos. Vai acender em você aquela luzinha de “opa, a segunda foi melhor do que eu lembrava”. 

Espero que curta registrar os seus dias tanto quanto tenho gostado de registrar os meus.

Beijos, boa segunda pra vc 😉 e até logo mais!