APRENDIZADOS

APRENDIZADO COM GISELE BUNDCHEN

4 de janeiro de 2019

 

Ilustração Julia Packan

Terminei 2018 e comecei 2019 com o livro da Gisele Bundchen. Uma surpresa bem feliz porque não esperava ler uma carta tão aberta e sincera sobre ela.

São 238 páginas sobre determinação, resiliência, valores pessoais, empatia, família, força, vulnerabilidade, persistência, independência, consciência, humildade e busca… Muita busca (onde mais me identifiquei).

Sou o tipo de pessoa que ama conhecer a história de vida de outras pessoas. Gosto de entender melhor de onde elas vieram, que dificuldades e lutas enfrentaram pra que chegassem onde estão hoje.

É um bom tempo para ouvir, imaginar todas as cenas daquela história e também de se conectar um pouquinho com quem estamos tentando conhecer mais a fundo. Depois que conhecemos a história do outro a conversa parece que ganha outro tom. Ficamos mais empáticos, mais ligados com o outro.  

Acho que esse é o barato de uma biografia, a leitura flui porque estamos ali “ouvindo” a personagem, interessados nas suas experiências.

Voltando para o livro (rs!), a história da Gisele, aquela que não aparece nos sites, nas revistas, tem uma mistura de “sorte” com oportunidades bem aproveitadas e uma dose bem farta de disciplina. Em todo o livro isso é muito claro. Ela descreve todos os passos da sua vida e carreira desde que fez um curso de modelo, aos 14 anos, até os dias de hoje. Mas o que eu mais gostei foram dos relatos sinceros e de “gente como a gente” que são compartilhados no decorrer da narrativa, como as dificuldades que enfrentou com a própria aparência, a rotina de continuar trabalhando e cuidar de 2 filhos, de ter trabalhado por anos numa indústria que só se preocupa com a perfeição estética, entre outros relatos que descostura aquela imagem de super modelo perfeita que a gente criou.

“O que as pessoas dizem não tem quase nada a ver com você, e quase tudo a ver com elas”

Mesmo sendo uma mulher com muitos privilégios (como ter o auxílio de várias pessoas com todos os seus compromisso e condições financeiras que permitam uma vida mais flexível e próspera), ela trabalhou muito para ter a vida que tem hoje.

Uma das minhas partes preferidas é quando ela diz que muitas pessoas até poderiam enxergá-la como cabide, mas que em todo tempo ela estava atenta para aprender mais sobre o universo da sua profissão. Com o tempo foi entendendo qual era a luz que mais favorecia suas fotos, as melhores poses e expressões, a maquiagem, o enquadramento, o cabelo, a montagem das peças… Não só isso, como aproveitou todo esse aprendizado para ajudar profissionais que tinham menos experiência durante a sua jornada.

“A melhor forma de aprender a fazer alguma coisa é fazendo. Dia após dia, meu trabalho me deu a oportunidade de estar cercada por equipes de pessoas incrivelmente criativas. Tive ótimos professores. E me propus a absorver e a analisar toda e qualquer coisa ao meu alcance”

Além desses assuntos todos que ela compartilha no livro, três outras coisas que também acho importantes se atentar no dia a dia (mesmo com a correria da vida):

– Prestar atenção quais são as áreas da nossa vida que mais precisam de atenção (não ser negligente com a gente mesmo);
– Se atentar aos sinais que o nosso corpo dá;
– Reconhecer os nossos sentimentos, entender porque estamos sentindo aquilo e praticar a autocompaixão.

Resumindo? Virei fã! 🙂

Isso aqui tá longe de ser uma resenha, viu? É só uma dica de leitura mesmo pra você que quer começar 2019 com um livro mais leve! Se você gostou desse pouquinho inho que compartilhei  aqui, certamente vai curtir ele todo!

Até o próximo post!

 

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