ORGANIZAÇÃO

Organização no trabalho #2

14 de agosto de 2019
organização no trabalho tempo

Esses tempos ouvi uma frase sobre gerenciamento de tempo… Ela dizia não tem como administrarmos o nosso tempo e sim nossas tarefas. Fiquei pensando sobre isso e faz bastante sentido porque não tem nada mesmo que possamos fazer para mexer nas horas. No final do dia somente algumas tarefas é que serão executadas.

Vira e mexe, vai chegando o fim do dia, olho para a lista de coisas que precisam ser feitas, olho para o relógio e a conta não fecha. O sentimento de incapacidade é quase que inevitável.

Pra minimizar isso, me aprofundei um pouquinho em entender o que tenho feito durante o dia. No meu post anterior comentei sobre as ferramentas que uso hoje e uma delas é o Google Keep.

UMA LISTA DE TAREFAS PARA O DIA

Pra “descobrir” o que estava fazendo com as minhas 8 horas, passei a abrir uma nota no Google Keep todos os dias para registrar minhas atividades em forma de checklist. Além das tarefas já “programadas”, passei a incluir o máximo de tarefas feitas: “liguei para cliente”, “conversei sobre o projeto X pelo WhatsApp”, “fiz o briefing de tal job”, “tirei dúvida sobre o trabalho y”, “li sobre x tema”.

Imagina, é praticamente impossível se lembrar de tantos detalhes. Com tudo isso marcado em algum lugar, ficou muito mais fácil perceber que o trabalho estava sim sendo feito. Mas, como imaginei, grande parte dele estava, e ainda está, indo para essas atividades pequenas, bem operacionais.

PRODUTIVIDADE X CRIATIVIDADE

Mesmo com o trabalho acontecendo, ainda pode ser difícil sentir que estamos sendo criativos. Que as ideias que surgem são eficazes.

Tem um vídeo da Fernanda Neute, onde ela fala sobre a diferença entre produtividade e criatividade. E uma coisa muito interessante de se pensar, principalmente se você também trabalha com criatividade, é que ser produtivo não significa ser criativo. Fechar a semana com 50 atividades concluídas pode não nenhuma relação com ter solucionado 50 problemas criativamente.

Perceber que estou conseguindo fazer uma tarefa atrás da outra, faz eu me sentir muito bem. Significa que a roda está girando. Mas para eu conseguir criar realmente, preciso estar com a mente tranquila, sem que mil coisas estejam acontecendo ao mesmo tempo.

Ter isso claro pra mim fez a diferença. Hoje me culpo um pouquinho menos. Se uma tarefa exige que eu seja rápida, a parte criativa vai precisar do auxílio de outra pessoa.

Tenho tempo para ser criativa? Perfeito! Mas vou precisar abrir mão de alguma coisa para que eu consiga criar.

COMO SABER QUANDO TEMPO UMA TAREFA PODE EXIGIR DO MEU TEMPO?

Esse é um ponto bem interessante. E acho que um bom caminho pra se ter essa noção é fazer o trabalho diversas vezes. Só depois desse exercício é que se pode, pelo menos, ter uma base do tempo de execução de uma tarefa.

Às vezes essa tarefa envolve outras pessoas e cada um tem seu próprio ritmo. Vai parecer super controlador, mas “traquear” o tempo ajuda nessa descoberta. Assim, se sei que preciso de 2 horas para montar um diagnóstico, quando eu gastar 5 horas pra isso, estarei extrapolando a duração esperada.

Por fim, um último pensamento 🙂 uma frase, na verdade, que está no livro O Poder do Tempo Livre:

“Alguém com criatividade média, mas habilidades organizativas estelares, conseguirá maior impacto do que gênios criativos desorganizados”

Ter um pouquinho desses dois mundos, esse equilíbrio é o caminho ideal, quase na prática… Ai ai, rs! Saber como o tempo está sendo gasto nos permite escolher com mais propriedade o que é importante para o projeto: continuar sendo ágil ou parar e criar.

Tira 2 minutinhos aí e pensa, você lembra das coisas que fez hoje no trabalho? As que você lembra, justificariam as 8 horas? Apesar de gostar muito do assunto, pensar organização no trabalho e como tornar os dias dentro da empresa melhores, é um baita desafio concorda?

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